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A reciclagem do papel é tão antiga quanto a sua própria descoberta: já que o suprimento de fibras é escasso, nada se perde, tudo se reaproveita. Conheça as vantagens deste processo e como voce pode ajudar.
Assim, as chamadas aparas industriais se tomaram sinônimo de fibra secundária, válido também para as aparas de gráficas ou mesmo papéis recuperados no lixo. Há hoje 22 tipos de aparas na classificação industrial, mas de maneira geral, são reagrupados em 8 categorias comerciais, sendo as caixas de papelão a principal fonte de aparas e o principal produto reciclado.
Reciclar papel significa fazer papel empregando como matéria-prima papéis, cartões, cartolinas e papelões, provenientes de:
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Rebarbas geradas durante os processos de fabricação destes materiais, ou de sua conversão em artefatos, ou ainda geradas em gráficas;
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Artefatos destes materiais pré ou pós-consumo
Atualmente, a matéria-prima vegetal mais utilizada na fabricação do papel é a madeira, embora outras também possam ser empregadas. Estas matérias-primas são hoje processadas química ou mecanicamente, ou por uma combinação dos dois modos, gerando como produto o que se denomina de pasta celulósica, que pode ainda ser branqueada, caso se deseje uma pasta de cor branca. A pasta celulósica, branqueada ou não, nada mais é do que as fibras celulósicas liberadas, prontas para serem empregadas na fabricação do papel.
A pasta celulósica também pode prover do processamento do papel, ou seja, da reciclagem do papel. Neste caso, os papéis coletados para esse fim recebem o nome de aparas. O termo apara surgiu para designar as rebarbas do processamento do papel em fábricas e em gráficas e passou a ter uma abrangência maior, designando todos os papéis coletados para serem reciclados.
As aparas provém de atividades comerciais, e em menor quantidade de residências e de outras fontes, como instituições e escolas.
As aparas de papel podem ser recolhidas por um sistema de coleta seletiva, ou por um sistema comercial, utilizado há anos, que envolve o catador de papel e o aparista.
A preocupação com o meio ambiente criou uma demanda por "produtos e processos amigos do meio ambiente" e reciclar papel é uma forma de responder a esta demanda.
Assim, os principais fatores de incentivo à reciclagem de papel, além dos econômicos, são: a preservação de recursos naturais (matéria-prima, energia e água), a minimização da poluição e a diminuição da quantidade de lixo que vai para os aterros. Dentre estes, certamente o último é o que tem tido maior peso nos países que adotam medidas legislativas em prol da reciclagem.
No Brasil a reciclagem de papel representa apenas cerca de 30% da produção, diante de 48% na França e 68% na Holanda.
Na fabricação de uma tonelada de papel, a partir de papel usado, o consumo de água é muitas vezes menor e o consumo de energia é cerca da metade.
Na fabricação de pasta mecânica, 1 tonelada de aparas substitui cerca de 2 m³ de madeira e cerca de 4 m³ na fabricação de celulose (fonte:IPT). E ainda, 1 tonelada de aparas, dependendo do tipo, corresponde a uma área plantada de 100 a 350 m².
1 tonelada de papel reciclado economiza 2,5 barris de petróleo, 98 mil litros de água e 2.500 Kw/h de energia elétrica.
VANTAGENS DA RECICLAGEM DE PAPEL:
Redução dos custos das matérias-primas - a pasta de aparas é mais barata que a celulose de primeira.
Economia de Recursos Naturais:
Madeira - Uma tonelada de aparas pode substituir de 2 a 4m de madeira, conforme o tipo de papel a ser fabricado, o que se traduz em uma nova vida útil para 15 a 30 árvores adultas que foram cortadas para a fabricação do papel dessas aparas.
Água - Na fabricação de uma tonelada de papel reciclado são necessários apenas 2.000lt de água, ao passo que, no processo tradicional, este volume pode chegar a 100.000lt/ton.
Energia - Em média, economiza-se metade da energia, podendo-se chegar a 80% de economia quando se compara papéis reciclados simples com papéis virgens feitos com pasta de refinador.
Redução da Poluição - Teoricamente as fábricas recicladoras podem funcionar sem impactos ambientais, pois a fase crítica de produção de celulose já foi feita anteriormente. Porém as indústrias brasileiras, sendo de pequeno porte e competindo com grandes indústrias, às vezes subsidiadas, não realizam investimentos em controle ambiental.
Economia de Divisas Estrangeiras:
Por incrível que pareça, o Brasil importa aparas regularmente, com o objetivo de equilibrar preços e estabilizar o suprimento no mercado doméstico. Só em 1989 importamos 35 mil toneladas de papel velho dos Estados Unidos, o que equivale a mais de US$ 3,5 milhões.
Criação de Empregos:
Estima-se que ao reciclar papéis sejam criados cinco vezes mais empregos do que na produção de papel de celulose virgem e dez vezes mais empregos do que na coleta e destinação final de lixo.
Redução da "conta do lixo":
Cerca de 1/4 do lixo das grandes cidades é composto de papel. Se todo esse volume fosse reciclado, uma cidade como São Paulo economizaria US$ 30 milhões por ano em limpeza pública, além de obter uma receita da ordem de US$ 15 milhões com a venda do papel (...se houvesse mercado para tanta apara.). O Brasil, no entanto, só recicla 30% do seu consumo de papéis, papelões e cartões, não havendo qualquer política pública em favor da reciclagem.
Dicas para separação de embalagens para reciclagem - Papel e Cartão:
Sim – são recicláveis:
- jornais;
- papel de escrita;
- papel de embrulho;
- revistas;
- caixas de cartão;
- embalagens de cartão para bebidas: embora sejam compostas por diversos materiais, a - - - componente de papel/cartão representa cerca de 75% da sua composição, pelo que devem também ser depositadas nos contentores azuis dos ecopontos.
Não são recicláveis:
- papel sujo;
- papel absorvente: guardanapos, lenços, etc;
- papel de lustro;
- celofane;
- papel químico;
- papel de fax;
- papel vegetal;
- papel de alumínio;
- louça de papel;
- papel autocolante.
- para um melhor acondicionamento do papel, este não deve ser amachucado, mas antes acondicionado em resmas (as embalagens devem, para este mesmo efeito, ser espalmadas).
- o acondicionamento em resmas:
- aumenta a capacidade de armazenamento em casa;
- aumenta a facilidade de transporte e diminui o número de deslocações aos contentores.
(Fonte: SEBRAE/SP)
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